Divulgação do I Encontro ACES, em Matosinhos

Divulgamos  I Encontro do ACES em Matosinhos.

Inscreva-se aqui: https://goo.gl/forms/rSpAbeYMopS2yOXg2

Consulte o programa provisório

Consulte o regulamento para apresentações

I encontro ULSM

Anúncios

Dr. Luis Marques Mendes, o orçamento, os Enfermeiros, o Passado e o Presente!

marques mendes

Não é comum responder a provocações de políticos, mas o que o Dr. Luis Marques Mendes disse sobre os Enfermeiros, deve ser refutado ! Espero que tenha feito as tais declarações sobre os Enfermeiros, por pura ignorância. Recordo com saudade as palavras de um professor de ética  “a ignorância culpada não desculpa ninguém”. Como o  Dr. Marques Mendes tem um peso politico de acrescida responsabilidade, revelou a meu ver um discurso demagogo e pouco cuidado, uma vez que não estudou o passado deste protesto… nem o explicou! Debitou apenas o que agora parece estar na moda… debitou uma cartilha!

Mas permita-me esclarece-lo se assim for possível. Como cidadão responsável, tenho tentado várias ações na Assembleia da Republica, as vezes ganhamos, outras perdemos é a Democracia. E cada vez acredito menos que ela funcione. Creio ainda, que o estado de direito deve estar ligado ao respeito da hierarquia das normas e dos direitos fundamentais.

Em outras palavras, Dr. Luis Marques Mendes desejo que entenda que para mim o estado de direito deve ser aquele no qual os mandatários políticos (na democracia: os eleitos) são submissos às leis promulgadas. No entanto quando o que conta é o voto da maioria presente num Parlamento, como se viu na Assembleia da República de dia 19 de Julho, que reprovou esta petição (espero que tenha assistido) ( vídeo completo da Sessão Plenária http://canal.parlamento.pt/?cid=2208&title=reuniao-plenaria-n-109 /… ;sobre a Petição Ver Debate 1:26:15 a 1:48:33 e Votação: 4:12:40 a 4:14:01), na discussão em plenário da petição “Igualdade de direitos laborais entre trabalhadores com Contrato Individual de Trabalho e trabalhadores com Contrato de Trabalho em Funções Públicas, nas instituições do Estado Português” (https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePeticao.aspx?BID=12700 … )

Ficou claro para mim que o Respeito dos deputados pela Constituição e pelas Leis que mantêm, aprovam, revogam ou propõem, “gostem ou não gostem delas, é no fundo respeito pelas suas próprias funções”. Nem todos se comportam deste modo e felicito-os por isso. são as excepcções! Assim, peço-lhe que entenda que o protesto dos enfermeiros não é de agora. Tem um passado! O  passado tem o bom hábito de  esclarecer o presente.

 Nesta linha de pensamento a Legislação que pretendíamos ver cumprida, na petição não foi aprovada e para os Enfermeiros a Lei não pode ser apenas letra morta, onde o mais forte ou oportunista prevalece. Mas centremo-nos no passado, estudemos, para que possa comentar corretamente.

O que  “ditos Enfermeiros Especialistas” ( fica-lhe mal a caracterização ditos, mas é só uma opinião) , pretendem , não é uma pretensão de hoje, contrariamente ao que tentou transparecer. Como comentador politico, ou membro de um partido, (fico sempre na dúvida) a ignorância culpada, corre o risco de culpar a ideologia, o que desculpa, mas não se entende perante o papel de comentador. Os factos e a história, referem que a tentativa de mudar a carreira de enfermagem é antiga e para catalogar forneço outro link : https://cogitareemsaude.wordpress.com/2015/06/02/enfermagem-e-as-promessas-de-pedro-mota-soares-entre-outros/  e desta vez, nova petição …

Corria o ano de 2009 e ainda existia na carreira o índice remuneratório de Enfermeiro Especialista. O problema é que depois deixou de existir há 8 anos!!! Pelo que este protesto dos Enfermeiros Especialistas, resulta de um cansaço, de um burn out da classe.

Não, não se pretende atacar ninguém, pois acredite que com 9 a 10 anos de evolução de descontentamento, conseguimos apontar culpas tanto à direita como à esquerda e é incorreto apontar culpas, correto será atuar. Não quero(mos) votos, queremos respeito, por isso o slogan  #Basta.

basta_logo_pt

Mas porque é que não convida alguns enfermeiros para o contraditório, convide por exemplo o representante Bruno Reis. Como é logico e os enfermeiros detêm uma ótima formação em ética e deontologia, pelo que têm mantido a segurança de cuidados a muito custo pessoal. E esta consequência, este custo pessoal, imagine bem que o sinto bem de perto, está em casa, está nos hospitais nos centros de saúde…. Para mim que sou casado com uma Sr.ª Enfermeira Especialista que teve a “sorte de entrar ” para a antiga carreira de enfermagem que contemplava o índice remuneratório de especialista, confesso-lhe ela está cansada.

E se ainda não se cansou de ler Dr. Luis Marques Mendes, permita que some uma pitada de leis que não são cumpridas pois a dita Sr. Enfermeira Especialista também é mãe, de 2 filhos, um deles pequeno! E confesso-me culpado, porque sendo Portugal  o país da União Europeia com a taxa de fecundidade mais baixa e aquele onde mais diminuiu o número de nascimentos nos últimos 15 anos, ousamos ter 2 filhos. Mas isso não seria problema, afinal há o horário de amamentação, que por lei é imposto!? Ou há ? De que servem as leis senão se cumpre…

Sr. Dr. Luis Marques Mendes revelo-lhe que há muito que esta mãe, não consegue usufruir, deste direito, desta lei, ou porque não há enfermeiros especialistas para assegurar o horário, ou porque faltou alguém, ou porque … ou porque … e como já me perdi em tantos porquês ela já tem quase 100 horas a mais do que deveria estar a fazer! Porque ser mãe não deve implicar ver os filhos quando o Pai os leva à cantina do Hospital para almoçar com eles. Ser mãe não deveria implicar ter que chegar a casa e extrair o leite, porque esteve desde as 8h da manhã até às 20h30 num hospital… E se isso acontecer em 4 dias seguidos!? E se isso acontecer sem que tivesse uma folga em 15 dias!

No final sou eu que enquanto Pai, apresento o meu protesto, protesto por ter uma super mulher, uma enfermeira “dita especialista” como disse, que é mãe, mas a quem o poder politico se recusa ouvir ou negociar.

Sim as Enfermeiras são mães, imagine-se(!?) Numa profissão onde 90% são do sexo feminino elas estão cansadas, mas que apesar de tudo estão  solidarias com este protesto.

Mas coloco-lhe outra dúvida imaginando porém que nem seque vá lê, mas permita-me o desabafo. Se o trabalho e a importância progressiva da atividade económica fez com que o termo “trabalho” se tornasse sinónimo de uma atividade remunerada, desenvolvida num “local de trabalho”. Deve concordar que atualmente o equilíbrio trabalho-família está ligado, entre outros aspetos, à prioridade que deve ser dada às tarefas profissionais, persistindo a expectativa de que cabe ao trabalhador a adaptar o seu regime de trabalho de modo a não comprometerem as “suas” responsabilidades domésticas e familiares. Pelo menos é esta a perspetiva do empregador!

E a visão do trabalhador!?A corroboração de que o Conflito Trabalho-Família se relaciona negativamente com a Satisfação no Trabalho, aproxima-se num estudo de Ergeneli, Ilsev e Karapinar (2010), em que se verificou que trabalhadores que experienciam altos níveis de Conflito Trabalho-Família tendem a sentir menos Satisfação no Trabalho.

A confirmação de que as mulheres têm níveis de Conflito Trabalho-Família superiores aos dos homens e níveis de Satisfação no Trabalho inferiores aos dos homens, está também de acordo com as conclusões de um estudo, segundo as quais as mulheres seriam mais suscetíveis de experienciarem elevados níveis de Conflito Trabalho-Família quando comparadas com os homens. Para as mulheres, neste estudo, a Satisfação no Trabalho tem em comparação com os homens mais probabilidade de ser negativamente influenciada pelo Conflito Trabalho-Família, algo que poderá advir do facto das responsabilidades familiares que sobrecarregam as mulheres serem geradoras de níveis mais baixos de Satisfação no Trabalho.

Segundo a visão do empregador, o modelo de compromisso profissional e devoção à vida laboral coexiste com a noção de que o trabalhador ideal será aquele que tem tempo ilimitado para investir na sua profissão, algo congruente com uma noção idealizada de masculinidade laboral, e com a tendência para marginalizar as mulheres inseridas no mercado de trabalho.

Nesta sequência, refira-se que o conceito “trabalho-família” tende a excluir outros contextos que fazem parte da vida humana, tais como a comunidade, a cultura, a religião, o lazer, o associativismo e o percurso de vida dos indivíduos. O próprio binómio “trabalho-família” deixa ainda de parte uma considerável fatia da população constituída por solteiros/as, casais do mesmo sexo, famílias compostas por amigos que coabitam na mesma residência, indivíduos/casais mais velhos cujos pais e/ou filhos já não habitam com eles.

Os atuais níveis elevados de Conflito Trabalho-Família, a que as Enfermeiras e Enfermeiros estão sujeitos,  são prejudiciais não só para os indivíduos (na medida em que afetam o seu bem-estar), mas também para as organizações, com as quais a Satisfação no Trabalho se relaciona.

Eu não estou satisfeito, nem posso estar uma vez que Governos sucessivos tem ignorado negociar a carreira de Enfermagem e repor, aquilo que retirou o acesso à categoria\Indice de Enfermeiro Especialista.

Assim, tal como o Grito do Ipiranga, que o foi o ato que, simbolicamente, oficializou o rompimento com Portugal, no Brasil, este protesto foi o eco de muitos Enfermeiros e Enfermeiros “Ditos” Especialistas tiveram!

Haverá vontade politica ?Afinal os Enfermeiros “Ditos” Especialistas só querem repor o que foi retirado, o indice remuneratório de especialista que existiu na carreira!

Os “Ditos” Enfermeiros Especialistas exercem em :

  • Especialidade de Enfermagem Comunitária
  • Especialidade de Enfermagem Médico-Cirúrgica
  • Especialidade de Enfermagem de Reabilitação
  • Especialidade de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica
  • Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica
  • Especialidade de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica

Com os Melhores cumprimentos

Sérgio Sousa( Pai ) | Enfermeiro “dito” Especialista de Enfermagem Comunitária

Bibliografia :

Saúde Materna e Obstétrica: Brochura ajuda a fazer triagem de urgências

A Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (MCEESMO) da Ordem dos Enfermeiros (OE) acaba de lançar a primeira versão de uma brochura que pretende ajudar os enfermeiros especialistas nesta área (EESMO) que trabalham em serviços de urgência de Obstetrícia e Ginecologia.

Segundo a MCEESMO, estamos a falar de uma publicação de grande aplicação prática para os EESMO, baseada em vários algoritmos de actuação.

Com “Triagem – Prioridades de Obstetrícia e Ginecologia”, pretende-se a “identificação adequada do nível de risco das utentes e respectiva intervenção assistencial/terapêutica em tempo útil pelo EESMO”. Em simultâneo, procura-se que o encaminhamento das utentes (quer seja para alta, internamento ou transferência) respeite o Regulamento da OE que define as competências específicas do EESMO.

Consulte a brochura

Fonte : Ordem dos Enfermeiros 

“A reforma dos Cuidados de Saúde Primários: do compromisso à ação” – 9 de Junho

Irá realizar-se, no próximo dia 9 de junho, o XV Encontro Anual dos Cuidados de Saúde Primários, nesta edição com o tema “A reforma dos Cuidados de Saúde Primários: do compromisso à ação”. O mesmo decorrerá no Auditório Centro de Saúde de Sete Rios.

A participação é gratuita e deverá fazer a sua inscrição, para efeitos de certificação,  manifestando o seu interesse através do email drl@sep.pt.

Consulte o programa completo neste link.

Enfermeiros Especialistas podem deixar de exercer no SNS!

Os enfermeiros especialistas do Hospital Amadora-Sintra já fizeram um ultimato ao conselho de administração. Exigem que os contratos de trabalho e a respetiva remuneração sejam revistos de forma a contemplarem a categoria de enfermeiro especialista em saúde materna e obstétrica em vez da atual:generalista. Deram até ao dia 3 de julho para se proceder à alteração.

Caso ela não ocorra, os enfermeiros garantem que passam a exercer as funções e a  assumir as responsabilidades para as quais foram contratados, deixando de prestar cuidados especializados na triagem de doentes urgentes, na decisão de internamento de  grávidas em trabalho de parto ou com ruptura de membranas.

Segundo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde, uma unidade com uma média de 3000 partos por ano, como é o caso do Hospital Amadora-Sintra, deve ter nos seus quadros pelo menos seis enfermeiros especialistas por turno.

Até ao final de 2016. estavam registados na Ordem 15 934 enfermeiros especialistas. Destes, 2723 eram da área da saúde materna e obstétrica. Em Portugal este caso não é isolado, pelo que é expetavel que outros exemplo venham a surgir em breve.

nurse_Strike

Série do canal Panda Biggs considerada imprópria para crianças

shin_chan_vectorial_by_markef-d95i293
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considerou a série Shin Chan, que é exibida no canal Panda Biggs, pouco adequada para crianças mais novas e determinou que só poderá ser transmitida depois das 22h30.

A deliberação surgiu depois de o regulador ter recebido, entre 6 de dezembro de 2016 a 24 de janeiro deste ano, 105 queixas de vários organismos e espectadores, contra um episódio destes desenhos animados japoneses.

O Instituto de Apoio à Criança, a Ordem dos Enfermeiros, o Projeto Criar e a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde foram algumas das entidades que manifestaram preocupação com o capítulo em questão, afirmando que o mesmo poderia evocar atos de pornografia ou até pedofilia.

Duas personagens vestidas como enfermeiras, no âmbito de uma unidade de saúde, realizam um exame ao ânus da criança de cinco anos, que passa por penetração com os dedos e sugestão de penetração com objetos, acompanhado de comentários sobre a alegada perfeição do ânus e imagens e sons de sofrimento da mesma criança”, destacou a Ordem dos Enfermeiros.

O Panda Biggs acabou por se defender e afirmou que, naquele episódio, “o pai de Shin Chan é submetido a uma operação às hemorroidas e está muito queixoso, enquanto que o filho está sempre a fazer traquinices e a gozar com ele. O Shin Chan andava pela clínica a mostrar o rabinho a toda a gente, por isso a médica aproveitou o momento para analisar o rabo do rapaz”.

“O propósito da cena é submeter o Shin Chan ao mesmo tipo de análise que é realizada na clínica, a qual, não sendo agradável, serve de lição por causa das suas traquinices”, acrescentou fonte do canal temático infantil.

Em resposta às queixas, a ERC emitiu um despacho no qual clarificava que a série Shin-chan não contem qualquer ato de pornografia ou pedofilia, mas determinou que a série só pode ser transmitida em Portugal a partir das 22:30.

“Não se poderá considerar que a cena em causa consista em abuso sexual ou pedofilia. No entanto, após a visualização da cena num contexto descontraído e humorístico de desenho animado, as crianças podem ser levadas a não encontrar diferenças relativamente a outros atos que, sendo aparentemente semelhantes, revestem-se das maiores diferenças, consistindo no abuso sexual de um menor”, destacou o regulador.

Os desenhos animados que estão a gerar polémica falam sobre o quotidiano de um rapaz japonês, Shinnosuke Nohara, que tem “um comportamento totalmente anormal” e é considerado um “mau exemplo” para crianças.

A série é considerada uma das mais longas do mundo, com mais de 2000 episódios traduzidos em mais de 30 línguas, e é constantemente uma das séries de anime com maior audiência no Japão.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/serie-do-canal-panda-biggs-considerada-impropria-criancas-novas-159528

Equipas de saúde nas Urgências vão marcar consultas nos centros de saúde

Urgencias consultas nos centros de saude

Na triagem da Urgência, quem for classificado com azul ou verde, sem gravidade, não será atendido no hospital por não necessitar de cuidados tão especializados. A equipa da Urgência acederá à lista de consultas da unidade de cuidados primários do utente, seja um centro de saúde clássico ou uma Unidade de Saúde Familiar (USF), e marcará uma “consulta do dia” para que seja observado. Não será assim quando não houver vagas ou se for necessário um ato hospitalar, por exemplo.

Quatro alicerces — organização dos percursos, problemas de saúde com evolução prolongada, gestão da doença aguda e literacia (ver imagem) — sustentam a reforma, que tem como instrumento essencial o Plano Individual de Cuidados. A ferramenta digital vai servir para os médicos de família registarem todas as queixas do doente e o que precisará fazer para melhorar. E as queixas incluem a doença mas especialmente as disfunções que destabilizam o quotidiano, como falta de visão, dores nas costas ou dificuldades em dormir

Alicerces SNS.png

Para saber mais clique aqui – link